Seria o que acontece sem uma ordem correta, sem que tivesse sido planejado. Sem explicação óbvia. Porém, será que o acaso, é exatamente ao acaso?
Será que o acaso não possui uma ordem da qual não conhecemos?
Não será nesse texto, nada científico que vocês encontraram a resposta, mas apenas uma divagação sobre alguém que não tem nada à fazer numa sexta-feira a noite.
Certo dia estava assistindo um filme recomendado por uma amiga, o filme é "O curioso caso de Benjamim Button", com Brad Pitt, (recomendo que assistam vale a pena), em certo trecho do filme, uma dançarina de ballet estava saindo do teatro que ensaiava, e numa pequena distração foi atropelada por um táxi. No filme, o diretor e o escritor, fazem uma jogada de texto e cenas maravilhosamente espetacular. No filme retrata sobre a saída taxista de seu ponto, o telefonema que a moça dentro do táxi atendeu, o caminhão que atrapalhou o trânsito e fez o táxi parar, e demais pequenos acontecimentos, até o táxi atingir a bailarina, e quebrar sua perna direita cinco vezes. Essa jogada de cenas fez-me pensar novamente sobre o acaso. Pois se qualquer coisa que ocorreu na trajetória do táxi, e da bailarina, não tivesse sido como foi, ela não teria sido atropelada, e não teria parado de dançar. Seria o acidente ao acaso, ou ele tinha um motivo para acontecer? Peço que o leitor desse texto associe a cena do acidente fictício do filme citado, a qualquer situação de sua vida ou da vida de alguém próximo. Será que, o que ocorre conosco é ao acaso, ou fazemos parte de um plano maior, não estou falando de Deus, como como sabem, ou espero que saibam sou ateu, mas acredito que haja uma ordem nos acontecimentos, se é Deus eu não sei, há tantos deuses na história da humanidade, fica difícil saber qual deles pode ser que esteja manipulando esses acontecimentos. Mas metafisicamente falando, pode ser que nós mesmos, inconscientemente, temos os nossos planos, baseados no que a Vontade* nos designa (*Vontade, sobre a ótica de Schopenhauer) como que cada atitude nossa, nós já sabíamos que iríamos executá-la, mas a Vontade joga o véu de Maya sobre nós, e por esse motivo temos a palavra acaso em nosso léxico. Para não explicar o que sabemos, melhor dizendo, para nos desviar da verdade, do centro das atitudes, e do movimento da vida, pois preferimos viver aqui sobre o domínio do arquiteto do que tentar procurá-lo, pois isso não nos daria os prazeres banais que essa vivinha barata que levamos nos dá. Não teríamos nos certezas falhas para acreditar. e Isso traria a dor, e o sofrimento em demasia, e pergunto-lhes:" Alguém ai quer pagar esse preço para conhecer a Verdade, e descobrir se o acaso é isso ou não? "

Um comentário:
Eu pago o dobro!
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